A província de Tete tem 1.6 milhão de hectares disponíveis para novos investidores com interesse de apostar na área agrícola e pecuária, explorando as potencialidades desta região do país.
Falando durante a 56.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que acontece no modelo híbrido por conta das restrições impostas pela Covid-19, a Secretária de Estado em Tete, Elisa Zacarias, assegurou que esta parcela do país tem inúmeras oportunidades de negócio e uma localização favorável, considerando que faz fronteira com Malawi, Zâmbia, e Zimbabwe.
“A zona norte de Tete é favorável para prática de culturas como milho, soja, batata-reno, gergelim, algodão, tabaco, trigo, feijões, entre outras. Para pecuária, temos forte potencial para suínos nos distritos de Angónia, e Tsangano, sendo que para gado bovino e caprino temos Changara, Marara, Cidade de Tete, Cabora Bassa, e Moatize”, destacou a dirigente.
Acrescentou que esta terra tem ainda potencial na mineração, turismo, e pesca, podendo oferecer ao mercado mais de 36 mil toneladas de pescado por ano.
O Governador de Tete, Domingos Viola, sustentou afirmando que a província tem mais de 10 milhões de hectares de terras férteis, mas apenas seis milhões é que estão a ser aproveitadas, tendo chamado o empresariado a montar indústrias de modo a tirar maiores benefícios que esta porção do país pode oferecer em termos de matéria-prima.
Revelou, também, que para o aproveitamento do potencial pecuário está ser construído um matadouro em Changara, por meio de um investimento público-privado, sendo necessárias mais iniciativas semelhantes.
Refira-se que ao nível desta província, participaram da FACIM-2021, 34 expositores, das áreas da agricultura, turismo, fauna bravia, recursos minerais, e outras. Os “stands” foram montados numa instância hoteleira situada ao longo do Rio Zambeze, na Cidade de Tete.






