Mais de 2 000 pessoas aleatoriamente selecionadas em todos distritos da província de Tete vão ser abordadas pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), no âmbito do Inquérito Nacional sobre o Impacto do HIV e SIDA (INSIDA).
Esta actividade consiste na realização de entrevistas e testagem rápida de HIV a agregados familiares, e o resultado vai permitir conhecer a eficácia dos serviços de prevenção, cuidados e tratamento prestado a população.
Aquando do lançamento do inquérito, realizado há dias na capital provincial, a Secretária de Estado em Tete, Elisa Zacarias, apelou a população a participar, explicando que o INSIDA é bastante importante para melhoria da saúde pública.
“Com o conhecimento dos níveis de contaminação do HIV/SIDA, o Governo saberá desenhar ou ajustar as estratégias de prevenção, combate, e controlo da doença, pelo que encorajo toda população a envolver-se”, instou Elisa Zacarias.
De acordo com o último inquérito, que teve lugar em 2015, esta região tem um índice de prevalência do HIV e SIDA situado nos 5,2 por cento, que é considerado um dos mais baixos no país. Contudo, no ano passado, 149 pessoas morreram em Tete, por conta desta doença.
Por seu turno, o governador de Tete, Domingos Viola, disse que o baixo índice de prevalência registado no estudo passado traz enormes responsabilidades para a equipa de inquiridores, pelo que desencorajou a viciação de resultados.
“Incentivamos a pautarem pelo profissionalismo e dedicação para que os dados a serem recolhidos correspondam efectivamente as característica da amostra envolvida neste estudo”, advertiu Viola.
Entretanto, o director nacional de inquéritos do INS, Sérgio Chicumbe, disse que ao nível nacional o INSIDA vai entrevistar mais de 23 mil pessoas. O trabalho iniciou nas províncias do sul, em Junho último, escalando, também, Manica e Sofala, no centro, tendo alcançado uma participação de 90% dos agregados familiares esperados nestas parcelas do país.






